terça-feira, 1 de abril de 2008

Orgia nazi não é carro alegórico

Max Mosley, o chefão da Fórmula 1, foi flagrado — quem diria — numa orgia com cinco prostitutas, badala a imprensa britânica. E não era uma orgia qualquer. Era uma orgia nazista, veja você! (Os links são uma cortesia do vizinho Escrotonildo.)

Sim, o velhinho que posava de observador atento dos bons costumes, dirigente exemplar, mandou a mulherada vestir fantasias de campo de concentração, enquanto ele dava uma de Hitler. Ou duas. Ou três. Vai saber quantas o senhor de cabelos brancos agüentou em cinco horas. Mas o Viagra está aí para isso.

Houve reação de vigilantes grupos de preservação da memória do Holocausto, claro. E a condenação imediata de pesquisadores desse capítulo trágico da História.

Pior para Max, filho de um infame chefe fascista britânico, Oswald Mosley. Não bastasse a exposição de suas intimidades, querem imputar-lhe como racista o que talvez seja um deslize moral, cobrando dele a conta do pai. Imputar-lhe, hum... Meio sem querer, o verbo coube direitinho.

Trocadilhos à parte, os segredos de alcova não estão à altura de gigantescos carros alegóricos que se impõem à vista de todos numa passarela. Ainda que sexo e carnaval estejam associados, como reforçam os estereótipos e as campanhas do Ministério da Saúde. Lá, no momento a dois — ou deveria dizer, a seis — não há a alegria desbragada de um passista entre corpos empilhados que aqui haveria.

A roupa que o todo-poderoso da Fórmula 1 veste ou despe durante suas perversões nada tem a ver com vítimas do Holocausto. Perversão é perversão — uma questão de alcova, não uma posição pública.

Scholar que se preze não deveria repercutir isso. Rebaixa e banaliza o próprio estudo. A menos que se prove a relação entre a engrenagem da morte montada na Alemanha com uma disfunção erétil que a secretária de Hitler, se descobriu no bunker, guardou para si.

2 comentários:

Escrotonildo disse...

É, meu caro Barão, veja como são as coisas. Estou cá assistindo ao jogo do Fluzão e adormeço no meu recém-adquirido sofá. Eis que acordo e na televisão ainda ligada, Jô Soares entrevista nada mais nada menos do que Mônica Mattos. Sim, sim, é ela mesma, a atriz brasileira que venceu o Oscar Pornô. Me diga você se esta não é outra coisa a não ser uma mensagem do próprio Deus a mim, reforçando o projeto de entrevistá-la? Sim, Barão, eu quase posso sentir a presença divina, mas é indescrítivel a sensação. A Luz! A Luz!

Barão da Taquara, exilado disse...

Você é mesmo um tarado incorrigível! Aproveite para fazer contato com ela durante as férias e descreva num livro como foi a entrevista. Vamos tecer loas a Hunter S. Thompson e ao jornalismo Gonzo. Cuidado para não se enganar e engolir o "n".