Ninguém é tão traiçoeiro no mundo da política quanto ex-mulher. Nem mesmo ex-aliado político. Uma velha raposa pode fingir amizade, enquanto, às escondidas, produz provas dos trambiques do aliado. Mas seu poder é limitado. Se as provas vêm bem a calhar no caso de um rompimento, são vistas com desconfiança quando reveladas. Por que fazer o dossiê e apresentá-lo no momento oportuno senão por interesses políticos?
Com ex-mulher é diferente — e esse conceito abrange, democraticamente, ex-esposas, ex-amantes e ex-namoradas. Ex-mulher sempre é vista como vítima e merecedora de todo o crédito. Quando vazam, os segredos da alcova são considerados desabafos quase desinteressados. Motivados por vingança, talvez. Nunca por interesses políticos. As ex-mulheres de políticos estão a serviço do país.
Episódios recentes provam isso. Devemos a Maria Christina Mendes Caldeira o testemunho que complicou a situação do deputado Valdemar Costa Neto, então presidente do PL, no escândalo do mensalão. Já a dívida com Mônica Veloso vai muito além da edição esgotada de “Playboy”, do prazer solitário do tarado e fictício leitor deste blogue ou dos elogiosos tapinhas nas costas que Renan Calheiros recebeu de seus pares após o lançamento da revista.
Que Aécio Neves não se impressione com manifestações precipitadas de admiração, como a do imaturo blogueiro abaixo, e se cuide para não ser vítima da própria lábia. Não que pairem suspeitas contra ele. É que namorar a Miss Brasil a menos de três anos da corrida presidencial gera expectativas. Natália Guimarães se credencia para ser a mais bela primeira-dama que o país já teve. E sabe disso. Um título e tanto para compensar a injusta perda da coroa de Miss Universo.
Mas Natália não toleraria nova derrota. Preterida antes de realizar outro sonho, transforma-se numa potencial arma dos adversários do ex-namorado. Resta a Aécio se casar com a modelo que tem idade para ser sua filha e cumprir as juras de amor eterno. Pelo menos até 2010. Como bom mineiro, Aécio deve estar desconfiado, procurando à meia luz, nas zonas erógenas da parceira, uma discreta tatuagem de estrela vermelha. E se Natália for uma agente infiltrada do PT?
Tarde demais. Desconfiança é péssimo para um relacionamento. A armadilha petista funcionou.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
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