Max Mosley, o chefão da Fórmula 1, foi flagrado — quem diria — numa orgia com cinco prostitutas, badala a imprensa britânica. E não era uma orgia qualquer. Era uma orgia nazista, veja você! (Os links são uma cortesia do vizinho Escrotonildo.)
Sim, o velhinho que posava de observador atento dos bons costumes, dirigente exemplar, mandou a mulherada vestir fantasias de campo de concentração, enquanto ele dava uma de Hitler. Ou duas. Ou três. Vai saber quantas o senhor de cabelos brancos agüentou em cinco horas. Mas o Viagra está aí para isso.
Houve reação de vigilantes grupos de preservação da memória do Holocausto, claro. E a condenação imediata de pesquisadores desse capítulo trágico da História.
Pior para Max, filho de um infame chefe fascista britânico, Oswald Mosley. Não bastasse a exposição de suas intimidades, querem imputar-lhe como racista o que talvez seja um deslize moral, cobrando dele a conta do pai. Imputar-lhe, hum... Meio sem querer, o verbo coube direitinho.
Trocadilhos à parte, os segredos de alcova não estão à altura de gigantescos carros alegóricos que se impõem à vista de todos numa passarela. Ainda que sexo e carnaval estejam associados, como reforçam os estereótipos e as campanhas do Ministério da Saúde. Lá, no momento a dois — ou deveria dizer, a seis — não há a alegria desbragada de um passista entre corpos empilhados que aqui haveria.
A roupa que o todo-poderoso da Fórmula 1 veste ou despe durante suas perversões nada tem a ver com vítimas do Holocausto. Perversão é perversão — uma questão de alcova, não uma posição pública.
Scholar que se preze não deveria repercutir isso. Rebaixa e banaliza o próprio estudo. A menos que se prove a relação entre a engrenagem da morte montada na Alemanha com uma disfunção erétil que a secretária de Hitler, se descobriu no bunker, guardou para si.
terça-feira, 1 de abril de 2008
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