segunda-feira, 27 de agosto de 2007

frases I

gostaria de registrar algumas frases. só para não esquecer que é bom ter cuidado.


cú não faz acordo com pica

quem tem cú tem medo

passarinho que come pedra sabe o cú que tem

sábado, 25 de agosto de 2007

uniões

não são necessários papéis celebrar o óbvio. vamos viver juntos pelo resto da vida. cada vírgula, alínea e número será bobagem. vou é comprar sofá, ver a cortina e pensar no ponto da tv a cabo, que é o mesmo da internet banda larga. adoro o ruidoso barulho do plástico que embala edredons e lençóis novos. já acordamos várias vezes juntos, mas quando a cama é nossa, o sono é diferente e o acordar absoluto. gás, telefone, água e condomínio; tudo é adultamente seu. apavora e liberta.

perdão aos amigos por pegar emprestado o momento. mas é que a felicidade do começo me contagiou.

minha filha mais nova já está na transição do berço para cama. o mais velho já escreve o nome e pede para botar a camisa do mengão. estes novos passageiros eternizam em mim a doce sensação de que terei a mesma companhia pelo resto do caminho.

boa sorte e felicidades.

parabéns !!!!!!!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

o primeiro porre

no pré-histórico ano de 1989 tomei o primeiro porre. havia brigado com minha namorada na época e resolvi afogar-me no álcool (expediente ao qual recorri em várias ocasiões posteriores). um grupo de maus elementos convenceu-me de embarcar numa kombi e seguir numa louca viagem ao alto da boavista.

sentamos num restaurante na pracinha do alto. o nome já foi embaçado pelo tempo e lavado pelo rio alcoólico. a inocente brincadeira era virar de uma vez canecas de vinho tinto suave, bebida inqualificável para enólogos. dentre os meus amigos estava um que identificarei como "pentinho". pentinho era gente boa e tinha mania de bancar meu irmão mais velho. ele terá um papel especial no desenlace desta memória póstuma do bêbado.

voltando ao pueril torneio do "vira", cheguei a incrível marca de 7 canecas tomadas e fui o vencedor. não pude saborear o pódio. dei uma testada na mesa ao fim do último gole. a noite acabou e lembro-me apenas de flashes. isto foi num sábado.

na segunda-feira, um amigo ligou para saber como se recuperava a alma etílica:
- e aí, tá tudo bem
- mais ou menos, ainda sinto ecos da noite passada.
- tu não se lembra de nada ?
- nada (respondo aflito)
- que mico hein!, resto de almoço na barra da calça do motorista que te deu carona.
- paguei o mico da noite.
- fica tranqüilo, teve coisa pior, vc não sabe o que o pentinho aprontou .
-o quê ?
- vc se lembra que o monza (qto tempo) tava com três pessoas na frente e vc e pentinho atrás ?
- lembro, mas não entendi muito.
- pentinho começou o show quando vc bateu com a testa na mesa. disse que a tua mãe iria mata-lo porque vc estava dequele jeito. começou a chorar.
- que é isso ?!
- tem mais !
- o quê ?
- ele foi acometido por uma terrível dor de barriga e diante da falta de banheiros químicos, a praça do alto foi a galeria da escultura marrom.

fiquei estupefato. mas não foi só isso. pentinho perdeu o equílíbro no momento que obrava e caiu sentado em cima. depois quis voltar caminhando para botafogo, mas foi persuadido.

pentinho sumiu da galera por uns 10 anos. da última vez que o vi havai se transformado crente da assembléia de deus. a fé promove mudanças !!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

exercício de vaidade

o quê fazer com 40 miliones ? doaria 10 por cento para a caridade. não procuraria uma dessas ong´s badaladas, tipo aquela que a mulher do armínio fraga organiza bazares.

sobrariam 36 milhas. bom, teria que pagar 27,5 % para o leão, ou seja, 11 milhões ao leão.

entraria num banco com 25 milhões em um banco.

acho que poderia conseguir algo como 1,5 % ao mês.

trezentos e setenta e cinco mil reais ao mês. bela renda.

acho que com a alma tomada por milhões de reais exercitaria minha vaidade.

a primeira: mandar ajuda humanitária ao peru.

latinhas e mais latinhas de atum com uma foto minha.

para a caatinga brasileira enviaria galões de água mineral todos com a minha foto.

para são joaquim, a cidade mais fria do país, enviaria cobertores com a minha foto bordada.

criaria um site, com a minha foto.

colocaria outdoors pela rua dizendo: sou um cara legal !!!

tá bom, usaria photoshop. a opulência anda exagerada !!!!

me tornaria uma fraude e pagaria algum esparro para escrever para mim !!!!

cobriria minha mulher de jóias e meus filhos de babás !!!!

nunca mais precisaria demonstrar afeto.

acho que devo ganhar uma mega-sena com prêmio menor.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

ETs em Conservatória

A história é de 2004, mas não me canso de repeti-la.

Desde segunda-feira, quando soube da notícia por intermédio do coordenador de jornalismo, procuro uma forma convincente de dizer à minha namorada o que vou fazer no sábado. O estranhamento começa no fato de que trabalharei desde de manhã cedo até tarde da noite, apesar de o meu plantão ser no fim de semana seguinte. Mas acho que isso ela aceita; a profissão é assim mesmo. Passada essa etapa inicial, preciso lhe contar que a pauta é em Conservatória, mas não diz respeito a serestas. Com um sorriso irônico, esclarecerei:

- A cidade vai sediar o I Festival do Filme Ufológico.

Pensando bem, é melhor abandonar o sorriso irônico. Ela pode reagir agressivamente ao recurso bem-humorado. E é provável que me chame de calhorda e cafajeste antes de desferir o primeiro golpe. Talvez seja conveniente iniciar o assunto com um comentário.

- Não sabia que existem tantos trekkers e x-filers remanescentes dos modismos que levam essa coisa de ETs tão a sério.

- Ã? Como assim? Por que isso agora?

- Sabe Conservatória, a Cidade das Serestas? Então, Conservatória vai receber uma legião desses caras no sábado. É um festival aí de filmes sobre óvnis - breve pausa, seguida de um sussurro quase ininteligível: - Eu vou cobrir...

- O quê? Você vai cobrir?! - grita ela. - Pôxa, você poderia pelo menos inventar uma desculpa verossímil.

Má idéia. Não transmite seriedade. Uma abordagem mais apropriada seria falar sobre a biografia de alguns conferencistas e lhe mostrar, como prova irrefutável, o press-release. Mas não deve ser suficiente. Na melhor das hipóteses, ela vai ouvir tudo o que tenho a dizer sem esbravejar e, no fim, comentará, hesitante, o choro contido:

- Quer dizer que um conferencista escreveu "Os Discos Voadores e a Origem da Humanidade", em que apresenta de maneira bem fundamentada sua teoria sobre a origem extraterrestre dos seres humanos, né?

- É!

- Ã-rã. E o outro é autor de que livro mesmo? - uma lágrima lhe percorre a bochecha.

- Tá aqui, ó - digo eu, exibindo a terceira página do material de divulgação: - "Maias e Hopis, povos fugitivos de uma catástrofe cósmica".

- Você me decepcionou, sabia? Chegar ao cúmulo de forjar um release para tentar me enganar! Até traição eu toleraria, mas não posso suportar a mentira. É impossível manter um relacionamento sem confiança mútua.

Se essa estratégia tampouco dará certo, só existe um jeito de salvar o namoro. Irei à casa dela, tocarei a campainha e, quando ela atender à porta, direi, em tom baixo e monocórdio:

- Tenho uma amante e vou viajar com ela para Conservatória neste sábado. Pronto, falei.

Guerra ou Bolsa - carta aberta ao Marquês

O jogo da sedução é chamado de "guerra", mas seu funcionamento é mais parecido com o da bolsa de valores.

Não se trata de atacar, conquistar espaços e derrubar resistências. Claro que há quem fique na ofensiva e quem prefira a defensiva. Há também aquela que se veste para matar e, em maior número, canhões. Mas as semelhanças não vão muito além disso.

Já o mercado financeiro guarda profundas semelhanças com o jogo da conquista. Cada solteiro é um papel. Sua cotação sobe quando atrai, digamos, muitos investidores. E quanto mais interessados, maior a cotação.

A lógica é cruel. A chance de chamar a atenção daquela menina que o ignorava cresce assim que você arruma uma namorada. Ou quando outras demonstram interesse. É a reprodução da regra de Markownikoff, segundo a qual, em reações químicas, o hidrogênio livre se liga ao carbono mais hidrogenado.

Saindo da química e voltando às finanças, essa lei tácita da sedução - instintiva ou cultural - constitui também um teste de auto-conhecimento. Se a variedade leva à dúvida, está provado que suas intenções são tão flutuantes quanto o valor do dólar em tempo de incertezas.

A situação do solitário é mais delicada. Depreciado no mercado, tende a perder valor indefinidamente. Como alternativa à depressão existe pouco a fazer além de torcer pela intervenção de uma instituição com credibilidade.

Com muita lábia e um pouco de sorte, vai que uma gata, influenciada pela alta do teor alcoólico, decide derrubar a taxa de juros? Crédito mais acessível, em muitos casos, é o suficiente para compensar as perdas e realizar lucro.

dúvidas

Ao ficar perto de grandes decisões a gente fica com o coração apertado e num mar de dúvidas. Vou gostar do que virá ? Devo mudar se gosto do que tenho ?

Devo fazer dieta ou descontar na comida ?

Vai "chover" ou vou ficar em paz ?

Deus(a) se importa comigo ?

Ou vai dizer: segue em paz !!!

Devo seguir em paz ?

sei lá !!!

cadê vocês ?

a nobreza anda ausente. onde estão o barão da taquara e o marquês da parada 40 ?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

bloguicidade tardia

nunca escrevia num blog. apesar de ter passado há muito tempo da puberdade. vamos ver como vou me virar neste negócio. sou quase um excluído digital.

Estréia

Taí seus preguiçosos.