sábado, 29 de novembro de 2008

Não uso óculos

Quando, pela enésima vez, roubarem os óculos do Drummond e, pela enésima vez, ficar evidente a incapacidade do poder público de garantir a segurança de uma estátua no calçadão mais movimentado da orla carioca, há de surgir um político cheio de soluções prontas para anunciar, pomposamente, que o poeta agora usa lentes.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Orgia nazi não é carro alegórico

Max Mosley, o chefão da Fórmula 1, foi flagrado — quem diria — numa orgia com cinco prostitutas, badala a imprensa britânica. E não era uma orgia qualquer. Era uma orgia nazista, veja você! (Os links são uma cortesia do vizinho Escrotonildo.)

Sim, o velhinho que posava de observador atento dos bons costumes, dirigente exemplar, mandou a mulherada vestir fantasias de campo de concentração, enquanto ele dava uma de Hitler. Ou duas. Ou três. Vai saber quantas o senhor de cabelos brancos agüentou em cinco horas. Mas o Viagra está aí para isso.

Houve reação de vigilantes grupos de preservação da memória do Holocausto, claro. E a condenação imediata de pesquisadores desse capítulo trágico da História.

Pior para Max, filho de um infame chefe fascista britânico, Oswald Mosley. Não bastasse a exposição de suas intimidades, querem imputar-lhe como racista o que talvez seja um deslize moral, cobrando dele a conta do pai. Imputar-lhe, hum... Meio sem querer, o verbo coube direitinho.

Trocadilhos à parte, os segredos de alcova não estão à altura de gigantescos carros alegóricos que se impõem à vista de todos numa passarela. Ainda que sexo e carnaval estejam associados, como reforçam os estereótipos e as campanhas do Ministério da Saúde. Lá, no momento a dois — ou deveria dizer, a seis — não há a alegria desbragada de um passista entre corpos empilhados que aqui haveria.

A roupa que o todo-poderoso da Fórmula 1 veste ou despe durante suas perversões nada tem a ver com vítimas do Holocausto. Perversão é perversão — uma questão de alcova, não uma posição pública.

Scholar que se preze não deveria repercutir isso. Rebaixa e banaliza o próprio estudo. A menos que se prove a relação entre a engrenagem da morte montada na Alemanha com uma disfunção erétil que a secretária de Hitler, se descobriu no bunker, guardou para si.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Uma armadilha para Aécio

Ninguém é tão traiçoeiro no mundo da política quanto ex-mulher. Nem mesmo ex-aliado político. Uma velha raposa pode fingir amizade, enquanto, às escondidas, produz provas dos trambiques do aliado. Mas seu poder é limitado. Se as provas vêm bem a calhar no caso de um rompimento, são vistas com desconfiança quando reveladas. Por que fazer o dossiê e apresentá-lo no momento oportuno senão por interesses políticos?

Com ex-mulher é diferente — e esse conceito abrange, democraticamente, ex-esposas, ex-amantes e ex-namoradas. Ex-mulher sempre é vista como vítima e merecedora de todo o crédito. Quando vazam, os segredos da alcova são considerados desabafos quase desinteressados. Motivados por vingança, talvez. Nunca por interesses políticos. As ex-mulheres de políticos estão a serviço do país.

Episódios recentes provam isso. Devemos a Maria Christina Mendes Caldeira o testemunho que complicou a situação do deputado Valdemar Costa Neto, então presidente do PL, no escândalo do mensalão. Já a dívida com Mônica Veloso vai muito além da edição esgotada de “Playboy”, do prazer solitário do tarado e fictício leitor deste blogue ou dos elogiosos tapinhas nas costas que Renan Calheiros recebeu de seus pares após o lançamento da revista.

Que Aécio Neves não se impressione com manifestações precipitadas de admiração, como a do imaturo blogueiro abaixo, e se cuide para não ser vítima da própria lábia. Não que pairem suspeitas contra ele. É que namorar a Miss Brasil a menos de três anos da corrida presidencial gera expectativas. Natália Guimarães se credencia para ser a mais bela primeira-dama que o país já teve. E sabe disso. Um título e tanto para compensar a injusta perda da coroa de Miss Universo.

Mas Natália não toleraria nova derrota. Preterida antes de realizar outro sonho, transforma-se numa potencial arma dos adversários do ex-namorado. Resta a Aécio se casar com a modelo que tem idade para ser sua filha e cumprir as juras de amor eterno. Pelo menos até 2010. Como bom mineiro, Aécio deve estar desconfiado, procurando à meia luz, nas zonas erógenas da parceira, uma discreta tatuagem de estrela vermelha. E se Natália for uma agente infiltrada do PT?

Tarde demais. Desconfiança é péssimo para um relacionamento. A armadilha petista funcionou.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

perfeição

não tenho problemas com a perfeição, ela não existe. é semelhante na semântica a papai noel. a diferença é que papai noel distribui presentes na idade perfeita ( até 5 anos de idade), enquanto a perfeição dá aflição por ser inatingível.

meu joelho imperfeito e o condicionamento físico impróprio clamam por exercícios. quero vento na cara, paisagem da lagoa passando que nem trailer de filme de aventura e água de coco gelada na garganta.

atualmente dirijo tão alucinadamente que nem olho pela janela. a impaciência retira prazeres simples como ver a paisagem.

quero tempo para deitar na grama e olhar o céu estrelado ou ficar ressecado depois de um dia exposto aos raios cada vez mais quentes do sol.

estou com fome de sol e de suar de bermuda e camiseta....

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

sem título

acho que sou muito melhor de dircurso do que de ação. muitos são assim. temperança, paciência e cuidados devem estar presentes nos conselhos para os outros. a intempestividade é o traço mais característico quando o agir é meu. às vezes espero solenidade demais em um bom dia. acho que sou chato, aliás ranzinza. berro demais, choro em último capítulo de novela e depois critico antropolgicamente as cenas. sou um chato. o que será de mim quando parar de acordar cedo?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

frases I

gostaria de registrar algumas frases. só para não esquecer que é bom ter cuidado.


cú não faz acordo com pica

quem tem cú tem medo

passarinho que come pedra sabe o cú que tem

sábado, 25 de agosto de 2007

uniões

não são necessários papéis celebrar o óbvio. vamos viver juntos pelo resto da vida. cada vírgula, alínea e número será bobagem. vou é comprar sofá, ver a cortina e pensar no ponto da tv a cabo, que é o mesmo da internet banda larga. adoro o ruidoso barulho do plástico que embala edredons e lençóis novos. já acordamos várias vezes juntos, mas quando a cama é nossa, o sono é diferente e o acordar absoluto. gás, telefone, água e condomínio; tudo é adultamente seu. apavora e liberta.

perdão aos amigos por pegar emprestado o momento. mas é que a felicidade do começo me contagiou.

minha filha mais nova já está na transição do berço para cama. o mais velho já escreve o nome e pede para botar a camisa do mengão. estes novos passageiros eternizam em mim a doce sensação de que terei a mesma companhia pelo resto do caminho.

boa sorte e felicidades.

parabéns !!!!!!!