O jogo da sedução é chamado de "guerra", mas seu funcionamento é mais parecido com o da bolsa de valores.
Não se trata de atacar, conquistar espaços e derrubar resistências. Claro que há quem fique na ofensiva e quem prefira a defensiva. Há também aquela que se veste para matar e, em maior número, canhões. Mas as semelhanças não vão muito além disso.
Já o mercado financeiro guarda profundas semelhanças com o jogo da conquista. Cada solteiro é um papel. Sua cotação sobe quando atrai, digamos, muitos investidores. E quanto mais interessados, maior a cotação.
A lógica é cruel. A chance de chamar a atenção daquela menina que o ignorava cresce assim que você arruma uma namorada. Ou quando outras demonstram interesse. É a reprodução da regra de Markownikoff, segundo a qual, em reações químicas, o hidrogênio livre se liga ao carbono mais hidrogenado.
Saindo da química e voltando às finanças, essa lei tácita da sedução - instintiva ou cultural - constitui também um teste de auto-conhecimento. Se a variedade leva à dúvida, está provado que suas intenções são tão flutuantes quanto o valor do dólar em tempo de incertezas.
A situação do solitário é mais delicada. Depreciado no mercado, tende a perder valor indefinidamente. Como alternativa à depressão existe pouco a fazer além de torcer pela intervenção de uma instituição com credibilidade.
Com muita lábia e um pouco de sorte, vai que uma gata, influenciada pela alta do teor alcoólico, decide derrubar a taxa de juros? Crédito mais acessível, em muitos casos, é o suficiente para compensar as perdas e realizar lucro.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
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